quarta-feira, 26 de junho de 2013

HYIP

Um Programa de Investimento de Alto Rendimento (em inglêsHigh-Yield Investment Program) - HYIP é um tipo de fraude. Inicialmente, ele era aplicado referindo-se a um programa de investimento que oferecia um alto retorno sobre o investimento. Posteriormente, o termo "HYIP" foi usado pelos operadores das fraudes para camuflar seus golpes como se fossem investimentos legítimos. Devido a este mau uso pelos fraudadores, HYIP já praticamente se tornou sinónimo de fraude ou Esquema Ponzi.
A maioria das HYIPs revelam pouco ou nenhum detalhe sobre sua gestão, localização ou outros aspectos sobre a forma como o dinheiro será investido (geralmente porque o dinheiro não é realmente investido) e sobre a forma como eles geram os retornos que propõem, exceto por vagas afirmações de que eles fazem vários tipos de negociação em diversas ações e outros mercados, tais como o Forex. Eles são, por vezes, apresentados com algum tipo de apelo emocional, apelos à fé e a promessa de que vai ajudar os investidores a alcançar liberdade financeira.1
Esquemas HYIP online raramente duram mais de um par de anos e tipicamente aceitam pequenos depósitos, enquanto prometem rentabilidades incrivelmente altas. A esmagadora maioria dos casos sugere que os HYIPs são esquemas Ponzi, em que novos investidores fornecem os fundos para pagar os rendimentos dos investidores já existentes, que, normalmente, são resgatados em seguida. Esta abordagem permite que o esquema fraudulento continue enquanto encontrarem novos investidores e/ou antigos investidores que reinvistam seu dinheiro no sistema, processo conhecido como composição (porque são prometidos lucros ainda maiores). Os fraudadores tentam enganar os investidores, sugerindo que instituições reais, consideradas financeiramente sólidas, ou outras, desconhecidas, de nomes sonantes, são participantes destes programas falsos."2
A introdução de moedas eletrônicas, tais como e-gold ou Liberty Reserve, tornou possível para as HYIPs operarem na Internet e atravessarem fronteiras internacionais, bem como aceitarem um grande número de pequenos investimentos. HYIPs costumam oferecer ainda um incentivo em forma de comissão para os membros atraírem novos investidores (por exemplo, 9% dos novos fundos investidos).
Possivelmente, a maior fraude em forma de HYIP que existiu na Internet foi PIPS (People in Profit System). O esquema de investimento foi iniciado por Bryan Marsden no início de 2004, difundido por mais de 20 países e , envolvendo mais de 20 milhões de dólares americanos. Após investigação, foi fechado pelo Bank Negara Malaysia (Banco Central da Malásia)3 4 em 19 de Agosto de 2005, tendo Mardsen e sua esposa sido presos.
No Brasil, houve outros HYIP locais, tais como o promovido pela MDD Publicidade e Marketing Ltda.5 , o da Intrade Informações, Ltda.6 , o da FX-BR Forex Trading7 e a IFOREX8 , entre outras.

Esquema em pirâmide


Um esquema em pirâmide conhecido também como pirâmide financeira é um modelo comercial previsivelmente não-sustentável que depende basicamente do recrutamento progressivo de outras pessoas para o esquema, a níveis insustentáveis1 . Nos Estados Unidos, a Federal Trade Commission dá dicas para identificar aqueles que parecem ser esquemas em pirâmide2 . Esquemas em pirâmide existem há pelo menos um século.
O esquema de pirâmide pode ser mascarado com o nome de outros modelos comerciais que fazem vendas cruzadas tais como o marketing multinível (MMN), que são legais. A maioria dos esquemas em pirâmide tira vantagem da confusão entre negócios autênticos e golpes complicados, mas convincentes, para fazer dinheiro fácil. A ideia básica por trás do golpe é que o indivíduo faz um único pagamento, mas recebe a promessa de que, de alguma forma, irá receber benefícios exponenciais de outras pessoas como recompensa. Um exemplo comum pode ser a oferta de que, por uma comissão, a vítima poderá fazer a mesma oferta a outras pessoas. Cada venda inclui uma comissão para o vendedor original.
Claramente, a falha fundamental é que não há benefício final; o dinheiro simplesmente percorre a cadeia, e somente o idealizador do golpe (ou, na melhor das hipóteses, umas poucas pessoas) ganham trapaceando os seus seguidores. As pessoas na pior situação são aquelas na base da pirâmide: aquelas que assinaram o plano, mas não são capazes de recrutar quaisquer outros seguidores. Para dourar a pílula, a maioria de tais golpes apresentará referências, testemunhos e informações

História

Os esquemas em pirâmide ocorrem em muitas variações. Os primeiros esquemas envolviam uma corrente postal, distribuída com uma lista de 5–10 nomes e respectivos endereços. Ao destinatário era dito que enviasse uma pequena quantia de dinheiro (tipicamente US$ 1 ou 5) para a primeira pessoa da lista. O destinatário então removeria esta primeira pessoa da lista, moveria todos os nomes restantes para cima uma posição e acrescentaria o seu próprio nome (e possivelmente outros nomes) à parte de baixo da lista. Então, ele enviaria uma cópia da carta com a nova lista de nomes para os indivíduos listados. Esperava-se que este procedimento fosse repetido e repassado e então o destinatário original seria movido para o topo da lista e passaria a receber dinheiro de outros destinatários da corrente.
O sucesso de tal empreendimento apoia-se unicamente no crescimento exponencial de novos membros. Daí o nome "pirâmide", indicando a população crescente em cada camada sucessiva. Infelizmente, uma análise simples revelará que com umas poucas iterações, a totalidade da população global precisaria entrar no esquema para que os membros preexistentes ganhassem alguma coisa. Isto é impossível, e a matemática garante que a vasta maioria daqueles que participarem de tais esquemas irá perder o dinheiro investido.
Esquemas em pirâmide em larga escala foram iniciados em estados que constituíam a antiga União Soviética, onde as pessoas tinham pouca familiaridade com o mercado de acções e eram induzidas a acreditar que rendimentos de mais de 1000% eram possíveis. Particularmente notórios foram o esquema em pirâmide MMM na Rússia e esquemas similares na Albânia. No último caso, os esquemas quase causaram um levantamento popular.
Embora não seja um esquema em pirâmide no sentido estrito, o infame esquema Ponzi de Charles Ponzi merece menção aqui, devido a algumas semelhanças.

Identificando características

A característica distintiva destes esquemas é que o produto vendido tem pouco ou nenhum valor intrínseco ou é vendido por um preço fora da realidade do seu valor de mercado. Entre os exemplos, "produtos" tais como brochuras, fitas cassete ou sistemas que meramente explicam ao comprador como arregimentar novos membros, ou a compra de listas de nomes e endereços de possíveis candidatos. O custo destes "produtos" pode chegar a centenas ou milhares de dólares. Uma versão comum na Internet envolve a venda de documentos intitulados "How to make $1 million on the Internet" ("Como ganhar US$ 1 milhão na Internet") e coisas do gênero. Outro exemplo é um produto (como um modem dial-up que pretensamente usa alta velocidade e/ou Voip), vendido por um valor acima do preço médio de mercado para produto igual ou similar, em qualquer parte. O resultado é que somente uma pessoa envolvida com o esquema seria capaz de comprá-lo e o único modo de fazer dinheiro é recrutar mais e mais pessoas, que também pagarão mais do que deveriam. Este valor adicional pago é então usado para embasar o esquema da pirâmide. Efetivamente, o esquema é bancado muito mais pelas compras superfaturadas dos novos associados do que pela "taxa de adesão" inicial.
Os principais identificadores de um esquema em pirâmide incluem:
  • Vendas efetuadas num tom exagerado (e algumas vezes incluem brindes e promoções).
  • Pouca ou nenhuma informação dada sobre a empresa (a menos que se queira comprar os produtos e tornar-se um participante).
  • Promessas vagamente enunciadas sobre rendimentos potencialmente ilimitados.
  • Nenhum produto real ou um produto que é vendido por um preço ridiculamente acima do seu real valor de mercado. A descrição do produto feita pela empresa é bastante vaga.
  • Um fluxo de renda que depende prioritariamente da comissão recebida pelo recrutamento de novos associados ou produtos adquiridos para uso próprio, em vez de vendas para consumidores que não são participantes do esquema.
  • A tendência de que só os inventores/primeiros associados tenham alguma renda real.
  • Garantias de que é perfeitamente legal participar.
A principal distinção entre estes esquemas e negócios legítimos de MMN é que no segundo caso, uma renda palpável pode ser obtida somente das vendas de produtos ou serviços associados aos consumidores que não estão associados ao esquema. Embora alguns destes negócios de MMN também ofereçam comissões pelo recrutamento de novos membros, isto não é essencial para a operação bem-sucedida do negócio por qualquer membro individual. Nem a ausência de pagamento pelo recrutamento de novos membros significa que um MMN não é a fachada para um esquema em pirâmide. A característica primordial é se o dinheiro vem basicamente dos próprios participantes (esquema em pirâmide) no caso de produto. Se for serviço o produto oferecido, este precisa ser mantido em dia com pagamento mensal dos associados. Ou se o dinheiro das vendas de produtos ou serviços para consumidores que não participam do esquema (MMN legítimo).

Saturação de mercado

As pessoas no nível inferior da pirâmide, não importa quão longe o esquema vá, sempre perdem o dinheiro investido. É fácil constatar que o número no nível básico da pirâmide sempre excede o total daqueles nos níveis acima, não importa quantos níveis existam. Se cada nível deve recrutar 6 mais abaixo dele, a proporção dos que perdem para os que ganham está próxima de 5 para 1 - ~84% de todos os investidores irão perder o dinheiro investido. Mesmo que alguns membros consigam completar sua quota de recrutas, ainda assim os princípios gerais continuam válidos.

Modelos básicos

Modelo das "8 bolas"

O modelo das 8 bolas contém um total de 15 membros.
Muitas pirâmides são mais sofisticadas do que o modelo apresentado acima. Elas reconhecem que recrutar um grande números de pessoas para um esquema pode ser tarefa difícil, e então simplificam a tarefa. Neste modelo, cada pessoa deve recrutar outras duas, mas a facilidade de execução é anulada pelo simples fato de que a profundidade necessária para recuperar algum dinheiro também aumenta. O esquema exige que uma pessoa recrute duas outras, que devem recrutar outras duas, que devem recrutar duas outras etc.
Versões prévias deste golpe foram chamadas de "Golpe do Avião" e os quatro níveis foram rotulados de "comandante", "co-piloto", "tripulação" e "passageiro" para indicar o nível da pessoa. Outro exemplo foi o chamado "Original Dinner Party" (algo como "Jantar Original"), que rotulava os níveis de "sobremesa", "prato principal", "salada" e "entrada". Uma pessoa no nível "sobremesa" estaria no topo da pirâmide.
Outra variação, "Treasure Traders" ("Negociantes de Tesouros") usavam termos extraídos da gemologia, tais como "polidores", "lapidadores", ou pedras preciosas tais como "rubis", "safiras" etc.
Tais esquemas podem tentar minimizar sua natureza de pirâmide, referindo-se a si mesmos como "círculos de doação" (onde a "dádiva" é dinheiro). Fraudes populares como o Women Empowering Women e o Elite Resurrected fazem exatamente isso. Aos novos associados pode mesmo ser dito que a "doação" é uma maneira de evitar o pagamento de taxas e impostos (ou seja, trata-se de sonegação).
Qualquer que seja o eufemismo usado, existe um total de 15 pessoas distribuídas em quatro níveis (1 + 2 + 4 + 8) – a pessoa no topo do esquema é o "comandante", as duas abaixo são os "co-pilotos", as quatro abaixo formam a "tripulação" e as oito inferiores constituem os "passageiros".
Cada um dos oito passageiros deve pagar (ou "doar") uma certa quantia (por exemplo, US$ 1000) para se juntar ao esquema. Esta quantia (neste caso, US$ 8000) vai para o comandante, que sai do esquema, com os níveis abaixo dele subindo um degrau. Agora existem dois novos comandantes, de modo que o grupo se divide em dois, cada um exigindo oito novos passageiros. Uma pessoa que se junte ao esquema como passageiro não terá qualquer retorno financeiro a menos que saia dele como comandante. Isto exige que, abaixo dele, outras 14 pessoas tenham de ser persuadidas a se associar. Desta forma, os três níveis inferiores da pirâmide sempre perdem o dinheiro investido quando o esquema finalmente entra em colapso.
Considerando-se uma pirâmide consistindo de níveis com 1, 2, 4, 8, 16, 32 e 64 membros (a seção em destaque corresponde ao diagrama anterior):
Não importa quão grande o modelo se torne antes do colapso, aproximadamente 88% de todas as pessoas irão perder.
Se o esquema entrar em colapso neste ponto, somente aqueles nos níveis com 1, 2, 4 e 8 pessoas ganharão alguma coisa. Os que estiverem nos níveis com 16, 32 e 64 pessoas irão perder tudo. 112 em 127 membros, ou seja, 88%, perderão o dinheiro investido.
As cifras também ocultam o fa(c)to do trapaceiro poder ficar com a parte do leão. Ele pode fazer isso simplesmente inventando ocupantes para os primeiros três degraus (aqueles com 1, 2 e 4 pessoas), assegurando-se de que os "fantasmas" recebam os primeiros 7 pagamentos oito vezes, sem colocar um único centavo do próprio bolso. Assim, se a "taxa de admissão" for de US$ 1000, ele receberá US$ 56000, pagos pelos primeiros 56 investidores. Além disso, o trapaceiro irá promover e prolongar o esquema pelo tempo que for possível, para poder tirar o máximo das vítimas antes do colapso final.
No início de 2006, a Irlanda foi atingida por uma onda de esquemas, com maior a(c) tividade em Cork e Galway. Aos participantes era solicitada uma contribuição individual de €20000 para um certo esquema "Liberty", que seguia o modelo clássico das 8 bolas. Os pagamentos eram feitos em MuniqueAlemanha para evitar a cobrança dos impostos irlandeses no tocante a doações. Esquemas derivados, chamados de "Speedball" e "People in Profit" desencadearam certo número de incidentes violentos e foram feitos apelos aos políticos para que a legislação existente fosse endurecida.3 A Irlanda lançou um website para informar os consumidores sobre esquemas em pirâmide e outros golpes.4

Esquemas em matriz

Esquemas em matriz seguem as mesmas leis de progressão geométrica das pirâmides, e estão, consequentemente, fadados ao fracasso. Tais esquemas operam como uma fila, onde a pessoa na ponta recebe um bem de consumo (tal como uma consola de jogos ou uma câmera digital) quando um certo número de novos participantes adere ao final da fila. Por exemplo, dez novos associados podem ser necessários para que a pessoa da ponta da fila receba seu bem e saia do plano. Cada novo associado deve comprar algo dispendioso, mas inútil, tal como um e-book, ou ainda, realizar ou contratar algum serviço insignificante como copiar e colar textos ou gerar anúncios e links grátis, para poder entrar na fila. O organizador do esquema lucra porque a renda proporcionada pelos novos associados supera em muito o valor do bem entregue ao cabeça da fila. O organizador pode ganhar ainda mais criando uma lista de falsos associados, os quais terão de ser "ressarcidos" antes que pessoas de verdade cheguem a ponta da fila. O esquema entra em colapso quando ninguém mais deseja se associar. Ainda, os esquemas podem não revelar ou tentar exagerar a posição na fila de um eventual interessado, o que basicamente significa que o esquema é uma loteria. Baseando-se nisso, alguns países baixaram leis decretando que esquemas em matriz são ilegais.

Comparações com Marketing Multinível

O Marketing Multinível (MMN) funciona recrutando pessoas para vender, divulgar ou consumir um produto. Recebe comissão em forma de bônus quem recruta pessoas para vender ou representar seus produtos, como seus "downlines" (ou "parceiros de negócio"). Pode ser exigido dos novos associados que paguem pelo treinamento/material de propaganda, ou que comprem uma grande quantidade dos produtos para o sistema que irão vender. Um teste de legalidade utilizado amiúde é verificar se o MMN ou empresa em questão obtém pelo menos 70% de sua renda de vendas a varejo para não-membros.5 Nos Estados Unidos, o Federal Trade Commission dá dicas para que membros em potencial de MMN possam identificar aqueles que parecem ser esquemas em pirâmide.6

Legislação pertinente

Em Portugal

Em Portugal, os esquemas de pirâmide efectuados pelas empresas perante os consumidores são considerados prática comercial desleal e como tal proibidos por lei, nos termos da alínear) do artigo 8.º do Decreto-Lei nº 57/2008, de 26 de Março7 , que estabelece que é considerada prática enganosa (e consequentemente desleal) «Criar, explorar ou promover um sistema de promoção em pirâmide em que o consumidor dá a sua própria contribuição em troca da possibilidade de receber uma contrapartida que decorra essencialmente da entrada de outros consumidores no sistema;».

No Brasil

No Brasil, a lei n. 1.521, de 26 de dezembro de 1951, que trata dos crimes contra a economia popular8 , dispõe em seu art. 2º, inciso IX, que constitui crime contra a economia popular, punível com 6 meses a 2 anos de detenção, "obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos ("bola de neve", "cadeias", "pichardismo" e quaisquer outros equivalentes)".



Marketing multinível

IMAGENS APENAS ILUSTRATIVAS , POIS NÃO SEI DO QUE SE TRATA , E NÃO PERTENÇO A NENHUM GRUPO , SE ESTIVER ERRADA A IMAGEM ME INFORME QUE MUDO .



Marketing multinível (MMN), também conhecido como marketing de rede ou ainda Esquema em pirâmide,é um modelo comercial previsivelmente não-sustentável que depende basicamente do recrutamento progressivo de outras pessoas para o esquema, a níveis insustentáveis1 . De acordo com Will Marks2 , “O marketing de rede é um sistema de distribuição, ou forma de marketing, que movimenta bens e/ou serviços do fabricante para o consumidor por meio de uma ‘rede’ de contratantes independentes”

Conceito

marketing multinível é um sistema derivado das vendas diretas. Este sistema em forma de rede (networking) tem se consolidado num cenário de revolução organizacional. Segundo alguns estudiosos de administração, o marketing de rede é considerado um sistema mais eficaz em determinadas situações de mercado.3
Segundo tais autores, a globalização alterou a disposição do cenário econômico nos anos 80. Sendo assim, as empresas começaram a caminhar em direção ao marketing de relacionamento, justificando a necessidade de criar vínculos de fidelização com os clientes.
O sistema de marketing multinível possui vários sinônimos. Entre as denominações que o mercado mais utiliza, estão:
  • Marketing de mídias sociais (MMS)
  • Marketing de Rede (MR)
  • Marketing Multinível (MMN)
  • Multi Level Marketing (MLM)
  • Network Marketing (NM)

Ondas

A evolução do sistema de marketing multinível divide-se em ondas (períodos). Ou seja, cada onda possui características diferentes a que se refere ao modelo de sistema multinível e suas especificidades. As ondas historicamente definidas são:

Primeira onda (1941 - 1979)

A primeira onda inicia-se logo após a criação do marketing multinível por Carl, quando o primeiro plano de comissões para diferentes níveis foi implantado em sua empresa naquela época. Durante este mesmo período, algumas pessoas e empresas aproveitaram o desenvolvimento do sistema de marketing em rede e desenvolveram o esquema em pirâmide. Este tipo de esquema possui uma estratégia bem parecida com o marketing multinível. Porém, a diferença essencial é que o multinível é uma ferramenta de negócios com o fim de comercializar produtos e/ou serviços, diferentemente do sistema em pirâmide, que recruta pessoas com o intuito de movimentar dinheiro somente.
O fim da primeira onda dá-se quando a Comissão Federal de Comércio4 , em 1979, define o marketing multinível como um negócio legítimo, ao contrário do esquema em pirâmide.

Segunda onda (1980 - 1989)

No início da década de 80, algumas centenas de empresas que utilizavam o sistema de marketing multinível explodiram nos Estados Unidos. Grande parte delas nascia em garagens e fundos de quintais sem nenhuma estrutura básica de organização. A experiência frustrou muitos negociantes e distribuidores que aderiram ao sistema de marketing multinível. Naquela época, os distribuidores acumulavam milhares de funções, além da necessidade de comprar cada vez mais produtos a fim de subir nos planos de carreira das empresas. Essa quantidade de fatores negativos resultava em estoques parados, desgaste físico e emocional dos distribuidores e, no final das contas, pouca ou nenhuma margem de lucro.

Terceira onda (1990 –kj 1999)

A terceira onda é caracterizada pela presença de novas tecnologias e mão-de-obra especializada na administração desses tipos de negócios. Neste cenário, executivos profissionais trabalhavam para reverter a imagem do marketing de rede e torná-lo menos árduo para os distribuidores. As companhias apostavam em sistemas informatizados, novas tecnologias de comunicação e técnicas sofisticadas de administração, a fim de tornar o marketing multinível mais eficaz. Outro fator de destaque é que as condições dos planos de compensação ficaram mais plausíveis. Ou seja, os distribuidores deixaram de ser pressionados a investir mais tempo e dinheiro do que dispunham para tocar o negócio.

Quarta onda (anos 2000)

Esta onda levou alguns especialistas a acreditarem que o marketing de rede cresceria ainda mais no século XXI, o que tem se confirmado. Prova disso é que grandes empresas multinacionaistêm investido em empresas de marketing multinível ou em programas próprios de marketing de rede em suas empresas. Este impacto é resultado da imagem que o marketing multinível tem construído por meio das empresas que trabalham com o sistema e o aplicam com seriedade.

Quinta onda

Atualmente, estamos no desenrolar da quinta onda, entendida como a associação dos conceitos de "marketing network" ou "marketing multinível - MMN" com a internet, sendo este o caminho mais eficiente para a criação de um bom "network", afinal, conceitualmente, a "internet" nada mais é do que uma rede mundial de pessoas integradas por meio de um receptor da mesma (smartphones, tablets, computadores, desktops). Além da ampliação da rede de contatos dos distribuidores, a internet agrega inovações ao processo de comunicação e relacionamento entre empresas, distribuidores e consumidores. Novas empresas do ramo de MMN contam com esta tecnologia desde seu projeto inaugural, enquanto outras têm buscado a reengenharia como recurso para acompanhar o movimento da "nova onda".

Modelo de negócio

De acordo com a obra de Bernard Lalonde5 , “É cada vez maior o número de companhias dispostas a confiar a distribuição de seus produtos e a atenção personalizada a seus clientes a terceiros especializados”, o que reforça a ideia de o modelo de marketing de rede ser uma grande tendência em diversos segmentos de mercado.
O marketing multinível faz parte de um conjunto de canais por onde um fabricante pode fazer com que seus produtos cheguem ao seu consumidor. Além do marketing multinível, os outros canais que realizam esta tarefa são: varejo, vendas diretas e vendas por catálogos ou ordem postal.
  • Varejo: O produto é comercializado por meio de estabelecimentos como farmácias, mercearias, mercados etc. Segundo Kotler,6 , “o varejo inclui todas as atividades envolvidas na venda de bens e serviços diretamente aos consumidores finais para uso pessoal [...]”.
  • Vendas Diretas: A venda direta é um sistema de comercialização de bens de consumo e serviços diferenciados, baseado no contato pessoal entre vendedores e compradores, fora de um estabelecimento comercial fixo. Este tipo de venda é muito comum quando se trata de cosméticosperfumes, artigos para o lar e afins. Táticas como vendas de porta-em-porta e reuniões em casa são bastante difundidas pelas vendas diretas.
  • Vendas por catálogo: Como o próprio nome diz, as vendas são realizadas por meio de revistas e jornais enviados para o consumidor.
  • Marketing multinível: Este tipo de canal derivou das vendas diretas. Porém, em essência, possui algumas diferenças. A fim de exemplificar o funcionamento do sistema, vamos supor uma situação em que o sistema de marketing multinível pode ser aplicado:

Funcionamento

O MMN é geralmente usado por uma empresa (fabricante, importadora, distribuidora) de produtos ou serviços que entende que, por necessidades e estratégia de mercado, bem como possíveis vantagens financeiras, administrativas e logísticas, aquilo que vende terá maior sucesso utilizando esse canal de vendas.
O crescimento da base de clientes é limitado pela quantidade de pessoal de vendas e, para aumentar a presença no mercado, é solicitado aos representantes que recomendem pessoas interessadas em trabalhar no mesmo cargo. Como incentivo é oferecido um prêmio para cada recomendação.
Àqueles que recomendam novos vendedores é dada também uma comissão sobre as vendas de cada um dos indicados, de forma a incentivar a busca por bons profissionais e o treinamento destes. Se os indicados também recomendarem outros, é iniciado o processo de formação da rede de vendedores. Os vendedores assumem uma postura empreendedora e independente, controlando suas próprias redes e negócios, mas ainda vendendo e/ou consumindo os produtos do fabricante original.

Estrutura

Assim como em outras estruturas empresariais, uma empresa de marketing multinível é composta por cargos e funções específicas em sua estrutura. Ou seja, cada cargo ou função fica responsável por cada etapa do processo. Esse conjunto de responsabilidades sustenta a ampliação da rede e, consequentemente, a inserção dos produtos comercializados em novos mercados sem deixar de suprir as necessidades dos antigos clientes e distribuidores. Basicamente, os setores, cargos e suas respectivas funções são:7
  • Presidente e CEO - Possui responsabilidade total sobre as funções da empresa.
  • Vendas - Responsabilidade sobre os recrutamentos, treinamentos, desenvolvimento e motivação da força de vendas dos distribuidores independentes. O executivo de vendas também é responsável por desenvolver e promover o negócio como um produto, incluindo design e atualização dos materiais do kit de vendas inicial (kit de patrocínio).
  • Marketing - Este setor se encarrega da seleção e manutenção da linha de produto apropriada para que a organização de vendas (distribuidores) possa vender. Fatores como preço, promoção,relações públicas, comunicações de marketing, posicionamento e lucratividades também são responsabilidades inerentes ao setor de marketing, assim como o sucesso de lançamento dos produtos pesquisas de marketing e análises competitivas.
  • Operações: - O setor de operações dá suporte às etapas de produção, compras, distribuição, embarque de mercadorias e controle de inventários.
  • Suporte Administrativo e Financeiro - Algumas funções como gerenciamento de informações, jurídico, de recursos humanos, planejamento financeiro e contábil são as responsabilidades do setor.
  • Desenvolvimento de Produto - O desenvolvimento de produto deve representar uma ação entre representantes de vendas, marketing, operações e financeiro. Essa ação conjunta dos setores forma o Comitê de Desenvolvimento de Produto. A criação e desenvolvimento de um novo produto dependem da exigência do mercado. Esse desenvolvimento deve visar ao aumento de pedidos e/ou estímulo para recrutamento de novos distribuidores.
  • Departamento de Suporte - Este departamento deve assegurar a interação entre os distribuidores ou representantes. A importância da ênfase da tecnologia nesse processo é essencial, pois, além de transmitir segurança e rapidez no contato com a empresa e os outros setores, transmite-lhes a certeza de estarem trabalhando com uma empresa que se preocupa em atingir excelência.
Algumas ferramentas de suporte aos distribuidores são: ligações gratuitas (0800), revistas mensais, informações organizacionais, fax, teleconferências, treinamentos e reuniões, materiais de vídeo e áudio.

Fatores legais

Este é um ponto crítico pelo fato de envolver julgamentos éticos e morais em relação ao marketing multinível.
Segundo Buaiz8 : “No marketing de rede temos visto que alguns distribuidores estão mais preocupados em utilizar-se de todos os recursos antiéticos – mentiras, ilusão e pressão psicológica, por exemplo – para promover um crescimento mais acentuado em suas organizações.”
A conseqüência dessas atitudes é a desconfiança em massa em relação ao sistema de marketing multinível. Milhares de pessoas se decepcionam com o sistema quando descobrem que foram enganadas pela empresa “X” ou distribuidor “Y”.
A impressão negativa difundida pelo senso comum resultou na comparação direta entre o sistema de marketing multinível e o esquema em pirâmide.
No final da década de 70, várias diretrizes foram criadas a fim de legitimar as operações de marketing multinível. Dentre elas, as principais são:
a) Os distribuidores foram instruídos a vender (ou usar) 70% dos produtos que compram da empresa com o objetivo de não gerar estoques com o único intuito de aumentar o cheque das comissões (front-loading)
b) As empresas deveriam ter uma política de recompra, na proporção de 90% do preço dos produtos, para os produtos não vendidos daqueles que desistiram de continuar o negócio.
A adoção de normas rígidas e organização das empresas de vendas diretas no Brasil deram origem a uma entidade denominada Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD)9 . Esta entidade passou a adotar códigos de conduta promovidos pela World Federation of Direct Selling Association (WFDSA)10 . Os códigos de conduta11 visam a proteger consumidores e vendedores diretos para alertá-los contra ações de má-fé ou descuido nas relações existentes. Dentre os temas abordados estão: critérios de recrutamento, informações sobre produtos, estímulo à formação de estoque, respeito à privacidade do consumidor, critérios e prazos para devolução dos produtos.

Críticas ao Sistema

O sistema de marketing multinível ainda está sujeito a muitos questionamentos em relação à sua eficácia.
Alguns argumentos questionam a credibilidade das empresas que trabalham com o marketing multinível. Os dois mais lógicos são relacionados à saturação do mercado e à confiabilidade de algumas empresas de marketing multinível.

Saturação

A questão da saturação é matemática. Supondo que na rede cada indivíduo tivesse 10 pessoas sob sua liderança, o número de associados superaria a população mundial alguns níveis logo abaixo do inicial. O resultado seria saturação do negócio e a impossibilidade de expansão.
De fato, a lógica tem sentido. Porém, é importante considerar alguns pontos antes de um julgamento final. Até hoje não há comprovação de que sistemas de marketing multinível tenham se saturado. Considerando o consumo como um fator dinâmico e regulador de demandas, um negócio estático (não-dinâmico) sequer chegaria ao ponto de saturação. Nem todos estão dispostos a aderir ao sistema de marketing multinível, seja por desconfiança ou por falta de interesse. A gama de serviços e produtos que podem ser oferecidos a nichos e mercados específicos estimula a concorrência e freia a tendência de saturação. Por estes e outros motivos, assim como em outras atividades, o marketing multinível é passível de saturação. Porém, é preciso contextualizar sua aplicação no mercado antes de fazer qualquer afirmação.
Um exemplo prático desse raciocínio é o fato de que o marketing multinível se baseia em receita advinda de venda direta de produtos ou percentual sobre as vendas de pessoas indicadas ao negócio. Como muitas pessoas irão desistir da atividade ao longo do tempo, o trabalho do "distribuidor-chefe" passa a ser não promover o crescimento exponencial de pessoas sob sua tutela, e sim manter o número mínimo de subordinados que sustentem seus rendimentos indiretos, por comissão de vendas. Por isso o marketing multinível nunca atinge um patamar de saturação, diferenciando-se da pirâmide, embora guarde muitas semelhanças com este sistema. [carece de fontes]

Credibilidade negativa

É um fator que causa constantes desistências e decepções. Empresas de caráter duvidoso que se aproveitam da ingenuidade de parte da população constroem discursos de lucros altos com pouco trabalho e retorno rápido.
Assim que se comprova que as afirmações de dinheiro fácil são enganosas, os distribuidores que aderiram ao sistema percebem que o negócio não funciona como prometido. Em alguns casos, o investimento de grandes quantias de dinheiro e tempo naquele negócio traz enormes prejuízos aos associados das empresas com credibilidade duvidosa.

Marketing multinível x esquema em pirâmide

Algumas empresas têm mascarado o esquema em pirâmide sob o sistema de marketing multinível.
Um esquema em pirâmide é um modelo comercial não-sustentável que envolve basicamente a permuta de dinheiro pelo recrutamento de outras pessoas para o esquema sem que qualquer produto ou serviço seja entregue.

Esquema Ponzi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Foto de 1920 de Charles Ponzi.
Um esquema Ponzi é uma sofisticada operação fraudulenta de investimento do tipo esquema em pirâmide que envolve o pagamento de rendimentos anormalmente altos ("lucros") aos investidores, às custas do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente, em vez da receita gerada por qualquer negócio real. O nome do esquema refere-se ao criminoso financeiro italo-americano Charles Ponzi (ou Carlo Ponzi).


Embora sistemas semelhantes a este já existissem anteriormente, o nome deste esquema é devido ao italo-americano Charles Ponzi, autor de uma gigantesca fraude na década de 1920, a qual conseguiu ter maiores repercussões do que outras fraudes anteriores.
Charles Ponzi era um emigrante italiano, que se crê ter chegado aos Estados Unidos na década de 1910. De muito baixos recursos, como a maior parte dos emigrantes que chegavam a esse país, "descobriu" pouco tempo depois da chegada e graças a correspondência que recebeu de Espanha que os selos de resposta de correio internacional se podiam vender nos Estados Unidos mais caros que no estrangeiro pelo que este tipo de negócio acabaria por produzir lucros. Assim começou o rumor e muitas pessoas não quiseram ficar fora do negócio e entregaram capitais a Ponzi.
Mas embora Ponzi estivesse a recolher somas astronómicas de dinheiro, e houvesse filas para lhe entregar mais, na realidade não comprou selos. Pagava rendimentos de até 100% em três meses, com o capital dos sucessivos novos investidores.
Ponzi convenceu amigos e parceiros do novo negócio a apoiarem o seu sistema no início, oferecendo um retorno de 50% num investimento a 45 dias. Algumas pessoas investiram e obtiveram o prometido no intervalo temporal combinado. O esquema alargou-se, e Ponzi contratou agentes, pagando generosas comissões por cada dólar que pudessem trazer. Em Fevereiro de 1920, Ponzi obteve cerca de 5000 dólares americanos, uma grande quantia nesse tempo.
Em Março já tinha 30 000 dólares. A histeria colectiva cresceu e Ponzi começou a expandir-se para a Nova Inglaterra e Nova Jersey. Os que investiam obtinham grandes benefícios e estes motivavam outros a investir.
Já em Maio de 1920 tinha conseguido recolher 420 000 dólares. Ponzi começou a depositar o seu dinheiro no Hanover Trust Bank of Boston (um pequeno banco italo-americano na Hanover street, a norte do bairro italiano), esperando que depois se pudesse converter no presidente do banco ou pudesse impor as suas decisões. Na realidade conseguiu controlar o banco ao comprar as suas acções.
Em Julho de 1920 já tinha milhões de dólares. Muitas pessoas venderam ou hipotecaram as suas casas com a esperança de ganhar quantias muito grandes. No dia 26 de Julho grande parte do esquema começou a colapsar depois de o Boston Post questionar as práticas da empresa de Ponzi. Finalmente a empresa foi intervencionada pelo estado que congelou todas as novas captações de dinheiro. Muitos dos investidores reclamaram furiosamente o seu dinheiro, e nesse momento Ponzi devolveu o capital a quem o solicitou, o que causou um aumento considerável da sua popularidade, havendo muitos que lhe pediam para se candidatar a um cargo político público. As promessas de Ponzi cresceram ainda mais já que planejava criar um novo tipo de banco, no qual os lucros se repartissem de igual modo entre os accionistas e aqueles que investissem dinheiro no banco. Até planejou reabrir a sua empresa sob o nome "Charles Ponzi Company", cujo principal objectivo era o de investir em empresas em todo o mundo.1
Graças ao seu esquema Ponzi começou a viver uma vida cheia de luxos: comprou uma mansão com ar condicionado e um aquecedor para a sua piscina, e trouxe a sua mãe de Itália em primeira classe. Rapidamente este emigrante de baixos recursos obteve não só uma grande quantidade de dinheiro como se rodeou dos luxos mais extravagantes para a sua família e para si mesmo.
Em Agosto de 1920 os bancos e meios de comunicação declararam Ponzi em bancarrota. Este confessou que em 1908 tinha sido participante de uma fraude muito parecida no Canadá, que oferecia aos investidores grandes rendimentos.
O governo federal dos Estados Unidos interveio finalmente descobrindo a megafraude, e Ponzi foi detido mas teve que ser liberto pois pagou a fiança. Decidiu continuar com o seu sistema, convencido que o poderia sustentar. Rapidamente o sistema caiu e os aforristas perderam o seu dinheiro. A maior parte das pessoas não obteve benefícios, e muitos dos quais reinvestiram o seu dinheiro na fraude. Ponzi, embora tenha sido enviado de volta para Itália e apesar de se descobrir a fraude, foi aclamado por muitos como um beneficente.

Características

Os esquemas Ponzi oferecem aos investidores grandes juros num curto período, e o sistema pode funcionar apenas a curto prazo, tudo dependendo da quantidade de novos investidores que integrem o negócio.
O sistema Ponzi degenera sempre em bancarrota, já que a maioria esmagadora dos investidores perde todo o seu dinheiro. As características típicas da propaganda para recrutar novos investidores são:
  • Promessa de altos rendimentos a curto prazo.
  • Obtenção de rendimentos financeiros que não estão bem documentados.
  • Dirigido a um público não financeiramente esclarecido.
  • Um único promotor ou uma única empresa.
  • Falta de Produto à ser consumido ou então um produto que é vendido a um preço muito maior que o preço de mercado. Porém a venda do produto é algo secundário, já que o mais importante é recrutar novas pessoas.
  • Movimentação apenas de dinheiro.
  • Nenhum vinculo com Leis Trabalhistas e de Arrecadação de Impostos Federais. Em geral, os participantes acabam "pagando para trabalhar".
Torna-se evidente que o risco de investimento nas operações que fazem uso desta prática é elevadíssimo. O risco é cada vez mais alto ao crescer o número de subscritores, já que cada vez se vai tornando mais difícil encontrar novos seguidores.
Em muitos países, esta prática é um crime.

Autores de esquemas fraudulentos famosos[editar]

  • Estados Unidos Da América, década de 1920 - Charles Ponzi oferecia investimentos de curto prazo com rendimentos elevados convencendo os investidores de que era possível lucrar em transações internacionais que envolviam selos e cupons-resposta dos Correios americanos,2 um negócio que nunca foi realizado por Ponzi. Apesar disso os depósitos saltaram de US$ 5000,00 em fereveiro de 1920 para mais de US$ 1.000.000,00 em julho de 1920 quando o esquema em pirâmide foi combatido pelo governo dos Estados Unidos. Charles Ponzi chegou a ser preso mas foi solto sob fiança pouco tempo depois e foi residir na cidade do Rio de Janeiro, onde morreu em 1949 como indigente.3 Esquemas em pirâmide no sistema financeiro que oferecem juros altos no curto prazo passaram a ser denominados como "Esquema Ponzi" devido a esse esquema fraudulento.
  • Portugal, década de 1980 - Maria Branca dos Santos, apelidada de "Dona Branca", criou uma organização de empréstimos e investimentos ilegais que funcionava através de um esquema em pirâmide. As atividades iniciaram no final dos anos 70 e ganharam força no início dos 1980 levantando 17,5 bilhões de escudos, o que equivalia a US$ 130 milhões na época. Em 1984 o esquema foi desmantelado pelas autoridades portuguesas que reconheceram o esquema como uma das maiores fraudes financeiras do país. Maria Branca dos Santos foi acusada e, aos 76 anos, condenada a dez anos de prisão.4 Dona Branca faleceu em 1992 aos 80 anos após ser libertada por problemas de saúde.
  • Estados Unidos da América, década de 2000 - o financista Bernard Madoff oferecia um fundo de investimento com juros mensais de 1% no mercado norte-americano através de um esquema em pirâmide do tipo Ponzi. Apesar da taxa de juros de mensais de 1% não serem totalmente absurdas, elas eram muito altas para os padrões da economia norte-americana (da ordem de 1% ao ano) e só foram possíveis através dos depósitos de novos investidores.5 A partir da crise financeira mundial de 2007 os investidores dos fundos de Madoff foram surpreendidos ao não conseguirem resgatar seus depósitos, um esquema de fraude estimado em US$ 65 bilhões. Em 2008, Bernard Madoff, então com 71 anos, foi acusado e condenado a 150 anos de prisão.